Rúgbi: um futebol diferente

O rúgbi é um esporte muito conhecido em todo o mundo. Possui praticantes em todas as partes do planeta, mas no Brasil, especificamente em Maringá, ele é um esporte pouco conhecido, embora já venha ganhando certo público com a criação da equipe maringaense de rúgbi, os Hawks.

Trata-se do segundo maior esporte coletivo do mundo atrás apenas do futebol. A Copa do Mundo de Rúgbi é o terceiro evento esportivo com maior audiência, perdendo apenas da Copa do Mundo de Futebol e Jogos Olímpicos.

O rúgbi chegou ao Brasil junto com o futebol de campo, trazido pelo inglês Charles Miller. Na América do Sul, a seleção com mais tradição no esporte é a dos nossos “hermanos” argentinos.

“A principal diferença entre o futebol americano e o rúgbi é justamente a utilização ou não dos materiais de proteção. Além disso, no futebol americano existem apenas ‘duas linhas’: uma linha de ataque e outra de defesa, e no rúgbi isso não existe, todo mundo ataca e defende. O passe do futebol americano pode ser feito para a frente da linha da bola e do rúgbi não, só é possível o passe pra trás”, explica Guilherme Martins Fernandes, um dos jogador da equipe maringaense.

A idéia do time de rúgbi em Maringá surgiu no início de 2007, com o professor Anselmo Mendes, através de um site de relacionamento, mas acabou não dando certo pois as pessoas que começaram com o time e acabaram desistindo. Em novembro de 2007, o time conseguiu reunir cerca de seis pessoas e depois com os convites feito pelos praticantes o time foi crescendo, primeiro no próprio círculo de amizade. agora, o time já conta com 40 pessoas.

Essa aceitação tem surpreendido praticantes de Cascavel e Presidente Prudente, que treinam com a equipe quando estão em Maringá .

Uma das dificuldades de conseguir mais praticantes é a falsa idéia de que o esporte é violento. “Ele é um esporte de contato físico como outro qualquer”, explica Guilherme Fernandes.

Alguns atletas da equipe conseguiram montar um estatuto do time, para transformá-lo em uma associação, o objetivo com essa associação é agregar ao esporte maringaense.

“A idéia sempre foi de fazer uma coisa séria, nunca passou pela nossa cabeça apenas juntar um pessoal para jogar rúgbi no final de semana. Desde o começo a idéia era ter uma equipe, que participasse de campeonatos, e que tivesse participasse da Associação Brasileira de Rúgbi. Agora com esse número de praticantes, vai ser possível colocar essa idéia em prática”, explicou Guilherme Fernandes.

O maior desejo dos praticantes depois de montar a associação, é que o esporte comece a ser mais conhecido em Maringá e que a população o conheça realmente, para desmistificar a idéia de que rúgbi é violento. No estado do Paraná existem equipes em Ponta Grossa, Londrina, Cascavel, Guarapuava e Curitiba, além da equipe maringaense. Mas o esporte não é tão difundido como no estado de São Paulo, pioneiro nessa modalidade.

Outro ponto destacado pela equipe é falta de locais para treinamento. Em Maringá, não existe nenhum local adequado para a prática do rúgbi, mas isso não é “privilégio” da cidade. No Brasil, existem poucas cidades que possuem campos oficiais de rúgbi. Para os praticantes o sonho é fazer uma partida de exibição contra alguma equipe no estádio Willie Davids.

TERCEIRO TEMPO

Uma das diferenças que mais chamou atenção e que foi lembrada por todos os praticantes do rúgbi é o chamado “Terceiro Tempo”. Esse termo é usado para “nomear” a confraternização feita entre as equipes depois dos jogos e campeonatos, onde eles cantam, fazem comentários e acabam conhecendo mais as outras equipes. Isso gera vínculos de amizade entre as equipes que são “rivais” dentro do campo.

Para Guilherme Fernandes, uma frase que marca e caracteriza bem o esporte é: “rúgbi se joga com o coração”. Muitos praticantes do esporte usam essa frase para definir o rúgbi.

O time conta com jovens de 16 anos e até adultos com mais de 30 anos, mas a presença feminina ainda é pequena. “Sempre tem aquela coisa, se a minha amiga não for eu também não vou, então se alguma menina se interessar a gente está com um projeto de criar uma equipe feminina aqui em Maringá”, comentou Guilherme Fernandes.

O time que já disputou um campeonato estadual e teve uma participação “típica” de uma nova equipe. Em três etapas do estadual, o time não participou da 1ª realizada em Guarapuava, pois não possuía uma preparação para a disputa de um campeonato, devido ao pouco tempo de formação da equipe. Já na 2ª etapa, em Curitiba, o time foi de última hora e conseguiram a 7ª posição entre oito equipes participantes, depois de uma vitória sobre Ponta Grossa. Já na 3ª e última etapa, o time disputou contra seis equipes e perdeu todos os jogos, mas o desempenho foi considerado satisfatório pelos membros da equipe devido ao pouco tempo de atividade.

O time tem treinamentos semanalmente, na segunda-feira às 17 horas em frente do MUDI na UEM, na quarta-feira às 20 horas na quadra de areia da Vila Olímpica e no sábado às 14 horas, em frente ao Museu Interdisciplinar da UEM, no gramado da UEM. Os treinamentos são técnicos, táticos e físicos, o responsável pelos treinamentos é o professor Anselmo Mendes na parte física e Guilherme Martins na parte técnica e tática.

por Zuba Ortiz

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3 pensamentos sobre “Rúgbi: um futebol diferente

  1. aqui em Curitiba temos algumas ligas de rugbi, que são dispútadas quase todos os sabados a tarde no centro de esportes tarumã.
    Quando estiverem por aqui,vale a pena dar uma confirida

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