[Crônica] 2012: O ano da “Montanha Russa”

Quem diria que no final de 2012 este jornalista estaria com essa “mistura” de sentimentos. Em janeiro eu jamais imaginaria que tudo que isso pudesse acontecer no “mundo do futebol”.

Em maio, veio a primeira sensação boa, talvez a melhor já vivenciada como torcedor em um estádio. O “meu” Penapolense foi até Campinas, enfrentar o Red Bull Brasil (eterna pedra no sapato do clube) buscando uma vaga na Série A-1 do Paulistão. Sem pensar duas vezes, este que vos escreve, pegou um ônibus e depois um táxi, para encontrar mais de 300 pessoas no Moisés Lucarelli, palco do possível acesso.

E o jogo foi pra lá de equilibrado, mas nenhuma palavra é capaz de descrever o que passou pela minha cabeça após o apito final. Sim, eu sou jornalista, mas estava lá como torcedor, aquele mesmo torcedor, que foi ao Tenentão vazio nos domingos do ano 2000, para ver um time que tinha Damásio, André Cunha, André Liranço, Julinho, entre outros. O mesmo torcedor que viu Luizão perder a bola no final do jogo contra o Jabaquara e a vaga na extinta B1 ficar por um triz.

Esse mesmo torcedor estava lá, em Campinas, com mais 300 apaixonados pelo CAP, vendo um momento histórico, porque pela primeira vez na história, a cidade de Penápolis iria receber os times “grandes” de São Paulo. E também pela primeira vez na história, este torcedor/jornalista poderia ver seus dois times (sim, eu tenho dois times, um que ‘nasceu’ comigo, e outro que aprendi a amar na época de Edmundo, Evair e cia, e que se consolidou com Alex, Oséias e Paulo Nunes) se enfrentarem em uma partida oficial. A festa em Campinas foi algo que não dá pra descrever, até porque, sou suspeito para falar, as fotos da chegada da equipe em Penápolis deixou um gostinho de “poderia estar lá”.

Em julho, mais precisamente no dia 11, outra vez o sentimento de alegria tomou conta de mim. Depois de alguns anos, o Palmeiras voltava a ser campeão de um torneio importante – Série B e Paulistão não podem orgulhar um torcedor de um time como o Palmeiras, que me desculpem os que pensam diferente. Depois de um gol do “craque” Betinho e um empate em 1×1 no Couto Pereira, o time de Marcos Assunção e Felipão levantava a taça da Copa do Brasil e garantia uma vaga na Libertadores de 2013. A felicidade foi grande, afinal, o último título que eu realmente havia comemorado com orgulho havia sido a Libertadores de 99, ainda na época de colégio, apostando cachorro quente com os corinthianos, que um ano depois, viram Marcelinho perder aquele pênalti que consagrou o “São Marcos”.

Depois disso, porém, as coisas não caminharam nada bem, primeiro, o Penapolense, dono da melhor campanha da Copa Paulista perdeu em casa a vaga nas semifinais para o “humilde” Velo Clube,  que veio até o Tenentão e não deu chances ao CAP.

Mas o maior “tombo” ainda estava por vim. O Palmeiras estava mal das pernas no Brasileiro, não conseguia vencer, fazia péssimos jogos e estava cada vez mais “afundado” na Zona de Rebaixamento. A cada vitória a esperança “verde” voltava a brotar. Mas a cada rodada que passava,  o rebaixamento parecia inevitável. E a diretoria num surto de “precisamos mudar” para evitar o rebaixamento mandou embora Felipão e contrataram Gilson Kleina. O time ganhou  fôlego com a chegada do novo comandante, mas esse fôlego não durou mais que 3 rodadas, e disso para frente, todo palmeirense já conhece a história.

E as expectativas para 2013 misturam um otimismo exagerado, talvez, de uma boa participação do Penapolense na elite estadual, com um certo pessimismo da campanha palmeirense na Copa Libertadores da América. Não possuo nenhuma bola de cristal e nem sou bom em adivinhações, resta a esse jornalista esperar o próximo ano e ver se suas previsões – que guardo para mim – estavam certas ou erradas.

Palmeiras e Penapolense retratam bem e são o melhor exemplo que eu poderia usar pra “ilustrar” meu 2012.

E fazendo um balanço – mesmo não gostando disso – o ano de 2012 foi sensacional, não falo apenas no sentido “torcedor”, falo também no sentido “humano” e “profissional”. Novas oportunidades apareceram, pessoas que entraram na minha vida, novos amigos de “longe” mas que estão perto, velhos amigos de longe que se fizeram cada vez mais presentes também.

A realização de cursar a tão “sonhada” pós de Jornalismo Esportivo, que demorou 2 anos para se concretizar, acho que o balanço deste ano foi pra lá de positivo, apesar dos pesares – que quem me conhece sabe que não foram poucos.

E que o próximo ano seja ainda melhor, não apenas para o Penapolense ou para o Palmeiras, mas para todos que fizeram parte deste ano e que espero, façam parte do meu 2013. A essas pessoas tenho apenas que dizer: “MUITO OBRIGADO”,  por fazer deste jornalista esportivo um cara mais feliz.

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