[Crônica]: Mais um adeus de 2013… (e que seja último, por favor)

Já passei por tormentas em vários anos, na maioria deles, haviam pontos positivos e negativos, como em tudo na vida, mas confesso que 2013 está sendo diferente. 3 pessoas realmente importantes deixaram essa “terra de meu Deus” um pouco menos honesta, sincera e alegre. E o “terceiro” adeus eu dei hoje, para alguém que apesar das nossas diferenças, nunca deixou de ser um baita exemplo. Sim, alguém que passa necessidade para ver o filho formado, nunca vai deixar de ser um exemplo a ser seguido ou respeitado.

Falar do meu Vô Zeca é bem complicado, afinal, alguém que era “lanterninha” do cinema e que atrapalhava o clima dos casais requer um pouco de cuidado, brincadeiras a parte, como todo José Ortiz, era teimoso (acho que é genético, não sei porque).

Boa parte das minha lembranças da infância tem a ver com ele, talvez porque era ele que trazia meu cachorro quente todas as noites durante uns 10 anos (ou quase isso). Talvez porque se um dia a “febre Guga” me pegou e eu resolvi que seria tenista, foi ele que deu o maior apoio, inclusive indo comprar minha raquete em Araçatuba e dando abrigo todos os dias antes dos treinos.

Nos últimos tempos estávamos bastante distante, mas no segundo adeus do ano, tive tempo de ir tentar tirar o tempo perdido, conversamos por horas, lembramos histórias e demos risada, como sempre foi a cia dele.

Uma dessas história envolve um jogo de futebol na rua, um aparelho dentário no bolso do short e uma caçada em um terreno baldio – tudo isso para salvar o neto teimoso que insistia em tirar o aparelho para jogar futebol descalço na rua de casa e para arrebentar o dedão nas guias de sarjeta – como todo moleque com 10 ou 11 anos.

Hoje foi dia de me despedir de alguém que “cultivou” meu vício em esporte, me incentivando a ser o novo Guga, foi ele – vizinho do estádio e apaixonado pelo CAP (Penapolense), que me fez virar ainda mais capeano – e foi ele também que me “ensinou” que a melhor jantar que alguém pode ter é um cachorro quente e umas balas de sobremesa (que brotavam dentro do seu carro). Por isso Vô, se cuida e nos cuide, esteja onde estiver, e me espera, por que tenho certeza que um dia o senhor vai buscar um cachorro quente para a gente de novo e buzinar no portão quando chegar. Vá com Deus.

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