[CRÔNICA]: CAP: nós nunca vamos te abandonar!

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Esse é o sentimento de todo capeano! Vai CAP, nós nunca vamos desistir de você. (Foto: Reprodução)

Passei quase um dia inteiro pensando no que escrever sobre o que vivemos ontem, digo no plural, pois sei que não fui o único que sentiu o rebaixamento do CAP.  Não senti simplesmente pelo fato de voltar à segunda divisão, mas pela forma que foi, com erros atrás de erros, com egos sendo maiores que o time.

E pensar que a pouco mais de um ano, escrevia nesse mesmo blog sobre a imensa felicidade de vencer o São Paulo no Morumbi e chegar pela primeira vez numa semifinal do Paulistão. Podia também lembrar do jogo contra o Palmeiras no Pacaembu, que fui com um amigo, ou contra o Corinthians em 2013, que também aconteceu no Pacaembu – praticamente o quintal da minha casa na capital paulista.

Mas prefiro falar sobre a minha ligação com o time, que começou bem antes disso, começou na Série B2, quando o time contava com Damásio, André Cunha (aquele mesmo), André Liranço e Julinho… aquele time que foi eliminado no Tenentão diante do Jabaquara depois que Luizão entregou a bola nos pés do time santista que tinha a dupla de ataque “Tom & Jerry”. Passa também pela eliminação contra o Oeste, com Torrinha perdendo pênalti com “goleiro-linha” no final da partida em Prudente e depois o quase contra o Osvaldo Cruz, com o gol no finalzinho.

Mas a ligação não diminuiu, na verdade aumentou, foram nesses momentos que a cidade e os verdadeiros apaixonados se uniram e continuaram acompanhar o time, seja no estádio, seja pela Rádio Difusora de Penápolis – por muitos anos, a única forma de acompanhar as partidas. Depois de tanto sofrimento, veio o título da Série A3, e logo em seguida, o acesso na A2, naquele jogo diante do Red Bull, em Campinas, com uma caravana de ônibus saindo de Penápolis. Mas tudo isso não mudou o amor que tenho pelo clube, não mudou o que o verdadeiro torcedor capeano tem pelo clube.

E nesse cenário todo, foi vendo o CAP jogar que resolvi que seria jornalista e que trabalharia por esporte, foi ele que faz eu tomar um rumo profissional, e quis o destino, que no dia mais triste da história do clube nos últimos anos eu estivesse tão longe. Da mesma forma que fiz um “carnaval de um homem só” em 2014, em 2015, fiquei de luto sozinho, sem reclamar, apenas relembrando e sentindo saudade de muitas tardes de domingo, ou das manhã, quando acordava cedo para ouvir o jogo pelo rádio e “discutir” futebol no almoço de família.

E é por isso que sinto tanto esse rebaixamento, porque sei que meus dois velhinhos que estão no céu, não mereciam esse desgosto com o time do coração rebaixado depois de uma campanha patética. Talvez se eles tivessem por aqui, acho que teriam uma teoria, um motivo, ou pelo menos uma palavra de conforto para aliviar essa tristeza. Sei que em algum lugar do céu, a quarta-feira e a quinta-feira foram das mais triste, mas como já vi nos dois casos, quando menos se espera, é que as pessoas dão a volta por cima. As pessoas tem o dom de “nascer” de novo, e minha vó não me deixa mentir, e foi nessa nova vida que ela viu o CAP reviver, crescer e ser destaque, foi nessa nova vida, que ela sorriu a cada vitória e xingou a cada derrota, mas ninguém melhor que ela pra mostrar que nunca podemos nos dar por vencido e nem desistir da nossa “batalha” diária.

Do outro lado, meu avô também viu o time quase subir, participou da diretoria e depois viu o time que tinha o estádio na sua rua, ficar muito tempo parado. Teve tempo de ver o time crescer, subir, disputar a primeira divisão, vencer times grandes e viu o estádio “apertadinho” ganhar novos lugares e foi lá que ele fez uma das últimas visitas em vida, já numa cadeira de roda, mas feliz de ver o estádio crescendo e a cidade abraçando aquele clube. O que aconteceu no Tenentão em 08 de abril de 2015 vai ficar pra sempre na história do CAP, resta aos verdadeiros apaixonados pelo clube, se unirem e como das outras vezes, fazer o time voltar à elite e brilhar, dando orgulho a cada capeano espalhado por esse globo terrestre, e em alguns casos, em outros planos que não são os terrenos.

Dizem que a gente aprende nos erros, então que o ocorrido sirva de lição e que muito em breve, o CAP volte e todo capeano possa gritar e comemorar no Tenentão lotado.

Seja na primeira, na segunda ou na terceira divisão, uma coisa eu tenho certeza, CAP EU TE AMO! E meu CAP, eu não espero nada que não seja, te ver em campo e poder de novo gritar: “Vamo ganhar CAP!”.

E a crônica do acesso em 2012 pode mostrar um pouco do que esse time representa pra essa cidade pequena, mas que tem um amor gigante pelo time que tem suas cores. Vale conferir de novo:

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Um pensamento sobre “[CRÔNICA]: CAP: nós nunca vamos te abandonar!

  1. Nossa Jú vc me fez chorar ,por lembrar do grande amor do vô seu José Ortiz pelo nosso time .E graças a Deus ele conseguiu ver o seu time q ele tanto amava na primeira divisão.Você me fez lembrar dele com aquele radio de bolso q ele não desgrudava quando o nosso Cap ia jogar.Mas msm assim vamos continuar a torcer pelo Cap.Bjssss

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