Pernambuco é o maior vencedor da “nova” Copa do Nordeste

Desde que voltou a ser disputada em 2013, a Copa do Nordeste passou por algumas mudanças, o número de participantes – passou de 16 para 20 clubes – e também a inclusão de novos estados a partir de 2015 – com entrada do Maranhão e do Piauí.

A história mostra que a primeira Copa do Nordeste foi disputada em 1976, com um título do Vitória/BA. O campeonato voltou em 1994 com o título do Sport/PE. Depois de uma pausa de dois anos (1995 e 1996), a Copa do Nordeste foi disputada de 1997 até 2003. Voltando para uma única edição em 2010. 3 anos depois, em 2013, a competição voltou em definitivo, no novo formato que se mantém até hoje.

E alguns dados chamam a atenção desde que a competição voltou depois de três anos paralisada.

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Pernambuco tem dois títulos, Ceará e Paraíba possuem 1 cada (Arte: Blog do Zuba)

O mais importante é sobre os títulos, o estado de Pernambuco tem duas conquistas, contra 1 de Ceará e outro da Paraíba. O estado da Bahia e Alagoas já chegaram à final, mas ficaram com o vice-campeonato. Já o Rio Grande do Norte, nunca chegou à essa fase.

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Vagas por estado na Final da Copa do Nordeste de 2013 a 2016 (Arte: Blog do Zuba)

Outro fato que chama atenção é que Paraíba e Ceará que não possuem nenhum time na Série A do Brasileirão, possuem mais ida à final que a Bahia, que teve Bahia e Vitória na elite do Brasileirão nos últimos anos.

Três estados que disputam a Copa do Nordeste nunca passaram para a segunda fase. Um deles é o Sergipe, que está desde 2013, quando a competição voltou. Os outros dois estados são Maranhão e Piauí, que entraram em 2015 e disputaram por duas temporadas.

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Vagas por estado nas edições  da Copa do Nordeste entre 2013 e 2016 (Arte: Blog do Zuba)

Outro ponto que chama atenção é que o melhor aproveitamento dos estados entre quartas-de-final e semifinal é justamente da Paraíba com 3 vagas na quartas-de-final e duas nas semifinais, um aproveitamento de 66,66%. Já a Bahia, que classificou 5 vezes para as quartas e chegou 3 vezes à semifinal, mas nunca conquistou o título.

O maior campeão, Pernambuco, esteve 9 vezes nas quartas-de-final e 4 vezes na semifinal, um aproveitamento de aproximadamente 44,4% contra 60% da Bahia.

Os outros estados foram o Rio Grande do Norte com 4 vagas nas quartas e uma vez na semifinal (25% de aproveitamento), Alagoas chegou 3 vezes nas quartas e somente em uma semifinal (33,33% de aproveitamento). O segundo estado com mais participações nas quartas-de-final é o Ceará que chegou 8 vezes e passou de fase em 4 oportunidades.

O que fica claro é que nem sempre o poder financeiro é o que faz a diferença no maior campeonato regional do Brasil, resta saber se Pernambuco continuará dominando, ou se teremos alguma surpresa na disputa deste ano.

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Clubes do Nordeste e Sudeste foram maioria na Série D de 2015

A Série D do Campeonato Brasileiro terminou no último sábado com o título do Botafogo de Ribeirão Preto/SP diante do River/PI. A final da competição foi apenas um espelho da divisão de clubes deste ano, na primeira fase foram 40 clubes divididos em 8 grupos de 5 times.

O Nordeste e o Sudeste foram as regiões que mais tiveram clubes na disputa da competição nacional em 2015. Foram 12 nordestinos e 9 clubes do Sudeste – completam a lista 7 times do Norte, 6 do Sul e 6 do Centro Oeste.

Primeira fase da Série D – Nordeste e Sudeste são os destaques

Primeira fase da Série D – Nordeste e Sudeste são os destaques

A divisão fica ainda maior quando se analisa as equipes que passaram para a segunda fase (oitavas de final).  Enquanto Sudeste e Nordeste continuam em destaque, o Centro-Oeste praticamente desaparece nas estatísticas.

Na segunda fase duas coisas chamam atenção, o aproveitamento de 50% dos clubes do Sul – de 6 clubes na primeira fase, 3 se classificaram para as oitavas. E o aproveitamento péssimo dos clubes do Centro-Oeste que de 6 clubes apenas 1 consegue a classificação.

Nordeste e Sudeste ainda continuam dominando a lista dos clubes classificados nesta fase.

Oitavas-de-final – Nordeste e Sudeste continuam com mais representantes

Oitavas-de-final – Nordeste e Sudeste continuam com mais representantes

O cenário começa a mudar nas quartas-de-final, quando o Sul consegue aparecer no mesmo patamar do Sudeste, enquanto isso, o Nordeste começa a ter uma queda considerável. O Centro-Oeste acaba sem representantes nas quartas-de-final da Série D, mostrando a fragilidade de uma região que já teve um número maior de clubes nas principais divisões do Campeonato Brasileiro.

Os clubes do Sul foram os mais eficientes das oitavas, de 3 clubes classificados, 3 garantiram vaga nas quartas, um aproveitamento de 100%. Já o Sudeste caiu de 4 para 3, mas o que mais chamou atenção foi o Nordeste que de 5 representantes ficou com apenas 1, um aproveitamento de 20% apenas. A região Norte ficou também com apenas 1 representante.

Quartas-de-final – Sul aparece bem e Sudeste continua entre os maiores

Quartas-de-final – Sul aparece bem e Sudeste continua entre os maiores

Nas semifinais onde os clubes classificados garantem o acesso para a Série C, temos uma fatia um pouco diferente. As quatro regiões que tinham representantes nas quartas garantiram uma vaga nas semifinais, deixando o cenário mais equilibrado. Apesar do número maior de clubes, Nordeste e Sudeste não conseguiram impor sua dominância numérica diante das outras regiões, e acabaram classificando apenas um representante para a Série C.

Semifinais – Igualdade númerica entre as regiões

Semifinais – Igualdade númerica entre as regiões

Diferente do que acontece na Série A e Série B, os times do Sudeste não conseguem se impor na Série D, dando espaço para clubes das outras regiões. O Nordeste, por exemplo, que possui apenas um clube na Série A é o maior representante na Série D.

O que chama atenção é a regularidade dos clubes do Sul do Brasil, que estão cada vez mais chegando longe nas divisões inferiores e buscando vaga na Série A, o exemplo mais claro dessa “evolução sulista” são os clubes de Santa Catarina, que apesar da classificação ruim, conseguiriam um número representativo na Série A.