Le Parkour: muito além de pular e correr

Pular, correr, ultrapassar obstáculos, tudo isso faz parte do dia-a-dia dos praticantes do Le Parkour, uma prática que vem crescendo a cada dia. Em Maringá, existe uma equipe de praticantes dessa arte urbana.

Muitas pessoas acham que eles não passam de “loucos” que pulam e arriscam a vida, mas o Parkour vai muito além de pulos e corridas, e manobras consideradas perigosas.

O jovem Marcello Biazin, explicou ainda que o parkour é uma arte que surgiu com David Belle, baseado nos princípios da educação física e nos treinamentos do corpo de bombeiro. Belle criou o Parkour que é basicamente a arte de superar obstáculos que estão em seu caminho, como se tivesse fugindo de um ladrão ou mesmo perseguindo um ladrão, em uma situação de emergência. Existem inclusive  pessoas que utilizaram o parkour para salvar pessoas de incêndios, por exemplo.

Para o jovem Israel Araújo, que pratica o parkour a mais de um ano, a prática não serve apenas pra transpor obstáculos, mas também para ajudar no equilíbrio e na concentração dos praticantes.  Depois que começou a praticar o “esporte”, sua concentração na faculdade e seu relacionamento com seus familiares melhorou.

A equipe de parkour de Maringá é formada basicamente por garotos, mas entre eles há uma garota, Daniele Taniguthi. O grupo de meninas que pratica essa nova arte ainda é pequeno, seja pelo medo de se machucar, ou pelo preconceito que existe em torno da arte, já que muita gente acha que pessoas vão invadir casas ou locais privados utilizando dessa técnica. Outras garotas já treinaram, mas acabaram saindo por conta dos pais.

Segundo os praticantes, o Prefeito que visitou o treino e disse que tinha em vista a construção de uma praça para a prática do esporte no complexo da Vila Olímpica, que vem sendo finalizada ao lado do ginásio Chico Netto e do estádio Willie Davids.  Enquanto a praça não fica pronta, os praticantes continuam treinando nas praças públicas da cidade.

Apesar do preconceito, Marcello Biazin afirmou que o grupo está disposto a assinar um termo de compromisso se responsabilizando sobre qualquer dano causado nos locais enquanto eles tivessem treinando o parkour, justamente pra “desmistificar” a idéia de que os praticantes estão destruindo o patrimônio público.

Todos os praticantes foram unânimes a escolher o local “dos sonhos” para eles treinarem. O Cesumar foi eleito o “paraíso” para os praticantes, seja pelos corrimões que existem, seja pelo espaço que existe no campus. Eles que já treinaram na UEM, mas acabaram saindo por problemas enfrentados naquela universidade. Assim, o grupo continua seus treinamentos apenas nas praças da cidade e no estádio do Willie Davids.

Os praticantes disseram ainda que são contra o uso de joelheiras, luvas e acessórios desse tipo, pois esse tipo de acessório pode atrapalhar um movimento e que isso contraria o principio básico do parkour, que é utilizar apenas a roupa que você estaria usando no dia-a-dia, por isso o uso de acessórios não é muito bem visto.

Os treinos são de quarta-feira e domingo, na praça da Prefeitura, em caso de chuva, fica totalmente impossível de praticar o Parkour.

por Zuba Ortiz

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