Em casa, Penapolense perde para o Palmeiras por 2 a 0

Jogando em casa, o Penapolense buscava a primeira vitória no Paulistão, pela frente, um Palmeiras embalado e que queria se firmar na liderança do grupo. E mesmo estando no Tenentão, quem ditou o ritmo do jogo foi o Palmeiras, já o CAP jogava fechado e mal conseguia passar da linha do meio campo.

Nesse cenário, o Palmeiras usou o jogo para dar entrosamento ao time e teve pequenos momentos em que Fernando Prass foi acionado.

E brilhou a estrela do argentino Cristaldo, que já havia caído nas graças da torcida em 2014 e vem se firmando como principal atacante do Verdão em 2015.

Palmeiras domina e sai na frente

Num Tenentão lotado, o Palmeiras não se intimidou e foi pra cima do Penapolense desde o primeiro minuto. Com apenas um volante (Gabriel), o Palmeiras atacava e o primeiro gol seria questão de tempo.

Aos 14 minutos, o Palmeiras abriu o placar, com Dudu – mas o lance foi anulado pelo árbitro já que Cristaldo impedido, desviou a bola antes dela entrar no gol de Leandro Santos.

Mas Cristaldo se redimiu aos 45 minutos, depois de um vacilo do zagueiro Gualberto e do goleiro Leandro Santos, o argentino acreditou e mesmo caído, tocou na bola, que bateu na trave antes de entrar. 1 a 0 para o Verdão.

Dudu perde pênalti, mas Cristaldo brilha de novo

O segundo tempo começou com o Palmeiras pressionando o CAP. Aos 6 minutos, Allione sofreu pênalti e Dudu bateu no travessão a chance de fazer 2 a 0 para o Verdão.

Com o pênalti perdido, o Penapolense começou a buscar o empate e teve a chance mais clara com Diego Rosa, que ganhou da zaga na corrida e de frente com Fernando Prass tentou tocar para trás e perdeu a melhor chance.

E o Penapolense foi castigado logo depois, aos 34 minutos, Cristaldo recebeu e bateu forte, o goleiro Leandro Santos tentou defender, mas acabou vendo a bola morrer no fundo da rede.

Depois do segundo gol, o Penapolense sentiu o “baque” e por pouco não tomou mais gols, o Palmeiras se mostrou satisfeito com o resultado e tocou a bola até o apito final.

Classificação e Próximo Jogo

Com a vitória, o Palmeiras é líder do Grupo 3 com 12 pontos. Já o CAP continua na lanterna do Grupo 4, com apenas 2 pontos e ainda sem vencer.

Na próxima rodada, o Palmeiras recebe o Capivariano, no sábado, às 18h30, já o Penapolense vai até Marília, enfrentar o time da casa, no sábado, às 21h.

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Confira a tabela completa do Penapolense no Paulistão 2015

A Federação Paulista de Futebol divulgou nesta segunda-feira (01), a tabela completa dos jogos da Série A1 do Paulistão 2015.

O Clube Atlético Penapolense começa o estadual reencontrando o São Paulo – time que foi eliminado pelo CAP nas quartas de final do Paulistão deste ano – mas dessa vez, o confronto será no Tenente Carriço, em Penápolis.

O Penapolense ainda vai receber a visita do Palmeiras, na 6ª rodada. O confronto contra o Corinthians será na 12ª rodada, no Itaquerão, em São Paulo.

Lembrando que o CAP não enfrenta o Santos na primeira fase, já que os dois clubes estão no Grupo D do Paulistão e só se enfrentam caso avancem para a segunda fase da competição.

Confira a tabela completa:

01/02 – Penapolense x São Paulo

04/02 – Red Bull x Penapolense

08/02 – Penapolense x Ituano

11/02 – Penapolense x São Bernardo

14/02 – Mogi Mirim x Penapolense

22/02 – Penapolense x Palmeiras

01/03 – Marília x Penapolense

08/03 – Portuguesa x Penapolense

11/03 – Penapolense x Linense

15/03 – Botafogo de Ribeirão x Penapolense

22/03 – Penapolense x Rio Claro

25/03 – Corinthians x Penapolense

29/03 – Penapolense x Audax/Osasco

05/04 – Ponte Preta x Penapolense

08/04 – Penapolense x São Bento

Federação Paulista define os grupos do Paulistão 2015

Nesta segunda-feira (3), foram sorteados os grupos para o Campeonato Paulista de 2015. As 20 equipes foram divididas em 5 potes com 4 equipes cada. Os cabeça de chave – que estavam no pote 1- foram Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo. Os demais potes estavam divididos de acordo com a classificação do clube no estadual deste ano.

A primeira fase do Paulistão será de 1º de fevereiro a 8 de abril de 2015. As equipes jogam entre si, tirando as do mesmo grupo que não se enfrentam na primeira fase. Na segunda fase, os dois melhores de cada grupo se enfrentam em jogo único. Em caso de empate, a decisão será nos pênaltis.

As quartas-de-final serão dia 12 de abril; já as semifinais serão dia 19 de abril – o time de melhor campanha enfrenta a quarta melhor campanha e a segunda enfrenta a terceira.

A final será decidida em dois jogos – 26 de abril e 3 de maio. Nenhuma equipe terá vantagem por ter melhor campanha. Em caso de empate, a decisão será sempre nos pênaltis.

Confira os grupos do Paulistão 2015:

Grupo 1
São Paulo
Ituano
São Bernardo
Mogi Mirim
Red Bull

Grupo 2
Corinthians
Ponte Preta
Audax
Rio Claro
São Bento

Grupo 3
Palmeiras
Botafogo
Portuguesa
Linense
Marília

Grupo 4
Santos
Penapolense
Bragantino
XV de Piracicaba
Capivariano

[Crônica]: A primeira vez

Depois de quase um mês de muita tempestade, aproveitei a companhia da minha mãe no último sábado, e resolvi levá-la pela primeira vez em mais de 50 anos ao estádio. O jogo escolhido foi Palmeiras e Joinville. Não era o mais animado e muito menos o que prometia ser o mais emocionante, mas o estádio é um lugar que me acalma e queria que minha mãe também sentisse essa calma pela primeira vez.

Um dia antes, já havia levado ela e meu irmão ao Museu do Futebol, um dos lugares mais bacana de SP (na minha modesta opinião). A visita foi legal e deu pra mostrar um pouquinho do que é o futebol para alguém que não é tão viciado/apaixonado por esse esporte como eu.

Depois da visita ao museu, foi a hora de comprar o ingresso do jogo, uma verdadeira via-sacra, já que nem os próprios seguranças do estádio sabiam dizer onde estavam sendo vendidos. O resultado dessa “pequena” falta de informação foi uma volta completa ao redor do Pacaembu, até achar uma bilheteria aberta.

Com os ingressos comprados, era só esperar o sábado chegar. E o grande dia chegou com uma pequena parada antes de ir para o Pacaembu, ir até a Barra Funda levar meu irmão para pegar o “buzu”.

Depois só mais um táxi e estávamos na Praça Charles Miller, onde todo aquele clima de jogo já tomava conta do local. Resolvi pegar a arquibancada verde, para ficar bem perto da parte mais animada no estádio e minha mãe parecia mais admirada a cada passo que dava.

Entramos bem antes, ficamos quase meia hora esperando o jogo começar, e a cada minuto o estádio parecia mais cheio, e minha mãe já estava se sentido em casa e tentava adivinhar o número de pessoas que estavam ali.

O jogo começou e o “desespero” que já havia presenciado nos jogos assistidos pela TV ficou ainda mais evidente ao vivo. Os xingamentos (acho que aprendi com ela) também faziam parte, eram na proporção de 11 em 10 palavras ditas por ela. Para coroar o dia veio o primeiro gol, de Leandro, exatamente no gol “perto” da gente, e deu pra ela ver praticamente atrás do gol. E ao que parece, ela gostou e comemorou bastante.

No segundo tempo, a expulsão do mesmo Leandro a fez xingar bastante, muito mais do que muito palmeirense que estava por perto, e de longe ela parecia ser a mais animada torcedora das redondezas.

Na hora do segundo gol (de Juninho), apesar de ter sido no gol do tobogã e mais longe, fui obrigado a ouvir: “eu sou pé quente, tenho que vir sempre”; eu rindo respondi que também só tinha presenciado vitórias estando ali. Mas na hora do 3º gol, tive que dar o braço a torcer, realmente a “velha” tinha dado uma baita sorte para o Verdão.

Na saída do estádio, o nosso sorriso era visível, e um programa onde normalmente os pais levam os filhos foi invertido, um filho levou a mãe, e o melhor de tudo, ela gostou. Ver o sorriso da minha velha depois de tanto tempo “triste” valeu muito mais que os 3 pontos do jogo e com certeza, vai valer muito mais que o título da Série B que está chegando.

Esse sábado vai ficar marcado, não por ter sido uma vitória – em cima do Joinville – mas por ser a primeira vez que levei a minha mãe ao estádio. E já ficou a promessa, se tudo correr bem, iremos no Tenentão na primeira oportunidade, para ver nosso CAP, seja contra quem for, mas esse programa, vai ser com a família toda: pai, mãe e irmão, porque são momentos como esse que fazem o futebol ser tão apaixonante, pelo menos pra mim.

[Crônica] “Um domingo para nunca mais esquecer”

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O domingo prometia fortes emoções no jogo entre Palmeiras e Penapolense, um torcedor em especial – esse que vos escreve – iria pela primeira vez, aos 25 anos, assistir suas duas equipes se enfrentarem em uma partida oficial, válida pelo Campeonato Paulista.

Depois de uma viagem rápida, de Jundiaí até São Paulo, foi só deixar a mochila em casa e passar na casa do amigo amazonense, que topou acompanhar a partida histórica, no caminho até o estádio o pensamento era um só:  “que o CAP perca de pouco, não pode tomar goleada” e o papo sobre a última partida (contra o Mogi) me fez desanimar ainda mais e desacreditar em “milagres”.

Primeiro, entramos na fila errada, depois subimos uma escada típica daquelas que você vê um dia e diz que só subiria para pagar promessa – mal sabíamos que estávamos pagando uma promessa de um resultado histórico.

Na hora de comprar o ingresso, presenciamos um “velhinho engraçado” com 3 cartazes sobre o CAP – que eu acredito que ele queria que aparecesse na transmissão da TV e confesso que depois que entrei na arquibancada não o vi mais. Antes de entrar, ainda tivemos um pequeno contratempo, o Campos havia esquecido sua carteirinha de estudante e teria que pagar a entrada inteira, mas já estávamos ali, não iriamos voltar e ver o jogo pela TV, pagamos e entramos no Pacaembu frio e bastante vazio.

Assim que entrei comecei a procurar meu tio, um “apaixonado”, literalmente, pelo CAP – que havia saído de Penápolis às 6 horas da manhã e chegado em São Paulo às 2 da tarde – logo o vi acenando e fui até lá.

Na hora do time entrar em campo, chamaram meu primo de 5 ou 6 anos para entrar com os jogadores do CAP, mas acho que o lado “interiorano” falou mais alto e aquele estádio “gigante” o assustou, ele preferiu ficar ali, do lado do meu tio e do seu irmão.

O jogo começou e logo veio o 1º gol do Palmeiras – a primeira coisa que passou na minha cabeça foi: “vai ser goleada, p*** que pariu viu”. Na sequência, veio o empate e a sensação foi “pelo menos não vai ser de zero”. 5 minutos depois, veio a virada, apesar da chuvinha fina que incomodava um pouco, comemorei a virada como nunca havia comemorado nenhum título ou gol, a emoção foi tanta que a pulseira do relógio estourou  e o relógio, ou o que sobrou dele,  foi parar 3 degraus abaixo de onde eu estava, mas isso era o que menos importava, afinal, o Penapolense estava vencendo o Palmeiras dentro do Pacaembu.

Logo veio a fome e a lembrança de que não tínhamos nenhum real para comprar as famosas “porcariadas” dos estádios (cachorrão, batata frita, pipoca e afins), pois havíamos gastado o $$ com os ingressos, veio também a lembrança de que se tivéssemos comprado a capa de chuva – ainda fora do estádio, não estaríamos ali tomando chuva “felizes” da vida – com mais de 300 penapolenses de vários lugares e que se “encontraram” por causa do futebol – já havia sido assim ano passado, em Campinas, quando o time conquistou o acesso diante do Red Bull Brasil.

No intervalo, foi hora de pegar um “empréstimo” com meu tio, pois a fome batia e o jogo não “voltava”. Então foi a hora de matar a fome e comer aquelas porcarias que fazem ir ao estádio valer a pena.

O segundo tempo começou e logo aos 10 minutos, uma expulsão um tanto quanto estranha deixou o Penapolense com 10 jogadores em campo e logo surgiram aqueles comentários “esse juiz tá comprado”, “o Palmeiras já deu mala branca pra esse filho da p***”, entre outros, já conhecidos por quem vai aos estádios brasileiros.

A chuva não parava e começava a aumentar na mesma intensidade que o Palmeiras pressionava em busca do empate, mas o alviverde parava em uma excelente atuação de Marcelo (Ex- Corinthians e Bahia) – que tinha apelido de Horácio (braço curto) nos últimos clubes que defendeu e que chegou “um pouco” fora de forma e não passava muita confiança para a torcida.

A garoa diminuiu e a pressão palmeirense também, e depois de um contra ataque – arma do Penapolense – surgiu um escanteio que foi cobrado por Guarú, depois disso veio o “ápice” da tarde, um penapolense de nascimento, Perez – antigo capitão da equipe nos dois acessos do clube – subiu de cabeça, chegou antes do goleiro Fernando Prass e fez 3 a 1, praticamente garantindo a vitória histórica com uma pitada do destino – era a primeira partida contra um clube grande e a vitória viria com gol do único penapolense no elenco capeano – na hora do terceiro gol pude ver meu tio com mais de 40 anos e meu primo com apenas 5, chorando por conta de um jogo de futebol, por causa de um time, de um momento que ficaria sim marcado e que será contado diversas vezes, sempre lembrando de um detalhe diferente.

No apito final, só restou comemorar algo que nem o mais otimista dos penapolenses poderia apostar, uma vitória histórica com “requintes de crueldade com os corações penapolenses”, uma vitória que com certeza será lembrada por muito tempo, e que com certeza, comprova que o futebol é realmente fascinante, nem sempre o melhor vence e nem sempre o time do interior vai ser “saco de pancada” dos times grandes.

A volta para casa foi uma mistura de felicidade e “sonho”, pois como já disse, a ficha de tudo ainda não caiu, mesmo revendo os gols na internet, acho que vou demorar alguns dias, meses ou quem sabe anos para acreditar que o “meu Penapolense” venceu o “meu Palmeiras”.

Em tarde “histórica”, Penapolense vence o Palmeiras no Pacaembu

O Penapolense voltou a surpreender no Paulistão 2013, depois de terminar a primeira rodada na liderança, o time do interior voltou a “aprontar”, desta vez, venceu o Palmeiras, no Pacaembu por 3 a 2, com 10 jogadores. Com o resultado, o Penapolense chegou aos seis pontos e é o 4º colocado.

O primeiro tempo começou com o Palmeiras pressionando com o apoio da torcida e o Penapolense com certo “receio” de ir para o jogo. A história começou a mudar quando Guarú fez falta perto da área e Ayrton cobrou sem chances para o goleiro Marcelo.

Com o gol sofrido, o Penapolense resolveu sair para o jogo e foi buscar o empate aos 9 minutos, com Guarú, cobrando falta, que explodiu na trave e nas costas do goleiro Fernando Prass, antes de entrar. Aos 14, depois de uma troca de passe de Rodrigo Biro e Guarú, o lateral cruzou para Magrão apenas empurrar para o fundo das redes, e fazer 2 a 1 para o time de Penápolis.

No segundo tempo, aos 10 minutos, Jaílton foi expulso após fazer “cera” e o Penapolense teria 35 minutos para segurar a pressão do Palmeiras – que também estava jogando pressionado pela própria torcida – e o time da casa chegou perto de empatar pelo menos 3 vezes, mas todas elas pararam no goleiro Marcelo.

Depois de conseguir segurar o time da casa, o Penapolense chegou ao 3º gol com Perez – antigo capitão e Penapolense de nascimento – que de cabeça fez um gol que deu certa tranquilidade ao time do interior.

Aos 44, Luan fez o 2º gol palmeirense e deu esperanças aos pouco mais de 7 mil torcedores que já deixavam o estádio, apesar dos 4 minutos de “sufoco” o time de Penápolis conseguiu segurar o placar e saiu do Pacaembu com 3 pontos e uma vitória histórica na bagagem – alguns jogadores foram saudar a torcida e choraram após o apito final.

[Crônica] 2012: O ano da “Montanha Russa”

Quem diria que no final de 2012 este jornalista estaria com essa “mistura” de sentimentos. Em janeiro eu jamais imaginaria que tudo que isso pudesse acontecer no “mundo do futebol”.

Em maio, veio a primeira sensação boa, talvez a melhor já vivenciada como torcedor em um estádio. O “meu” Penapolense foi até Campinas, enfrentar o Red Bull Brasil (eterna pedra no sapato do clube) buscando uma vaga na Série A-1 do Paulistão. Sem pensar duas vezes, este que vos escreve, pegou um ônibus e depois um táxi, para encontrar mais de 300 pessoas no Moisés Lucarelli, palco do possível acesso.

E o jogo foi pra lá de equilibrado, mas nenhuma palavra é capaz de descrever o que passou pela minha cabeça após o apito final. Sim, eu sou jornalista, mas estava lá como torcedor, aquele mesmo torcedor, que foi ao Tenentão vazio nos domingos do ano 2000, para ver um time que tinha Damásio, André Cunha, André Liranço, Julinho, entre outros. O mesmo torcedor que viu Luizão perder a bola no final do jogo contra o Jabaquara e a vaga na extinta B1 ficar por um triz.

Esse mesmo torcedor estava lá, em Campinas, com mais 300 apaixonados pelo CAP, vendo um momento histórico, porque pela primeira vez na história, a cidade de Penápolis iria receber os times “grandes” de São Paulo. E também pela primeira vez na história, este torcedor/jornalista poderia ver seus dois times (sim, eu tenho dois times, um que ‘nasceu’ comigo, e outro que aprendi a amar na época de Edmundo, Evair e cia, e que se consolidou com Alex, Oséias e Paulo Nunes) se enfrentarem em uma partida oficial. A festa em Campinas foi algo que não dá pra descrever, até porque, sou suspeito para falar, as fotos da chegada da equipe em Penápolis deixou um gostinho de “poderia estar lá”.

Em julho, mais precisamente no dia 11, outra vez o sentimento de alegria tomou conta de mim. Depois de alguns anos, o Palmeiras voltava a ser campeão de um torneio importante – Série B e Paulistão não podem orgulhar um torcedor de um time como o Palmeiras, que me desculpem os que pensam diferente. Depois de um gol do “craque” Betinho e um empate em 1×1 no Couto Pereira, o time de Marcos Assunção e Felipão levantava a taça da Copa do Brasil e garantia uma vaga na Libertadores de 2013. A felicidade foi grande, afinal, o último título que eu realmente havia comemorado com orgulho havia sido a Libertadores de 99, ainda na época de colégio, apostando cachorro quente com os corinthianos, que um ano depois, viram Marcelinho perder aquele pênalti que consagrou o “São Marcos”.

Depois disso, porém, as coisas não caminharam nada bem, primeiro, o Penapolense, dono da melhor campanha da Copa Paulista perdeu em casa a vaga nas semifinais para o “humilde” Velo Clube,  que veio até o Tenentão e não deu chances ao CAP.

Mas o maior “tombo” ainda estava por vim. O Palmeiras estava mal das pernas no Brasileiro, não conseguia vencer, fazia péssimos jogos e estava cada vez mais “afundado” na Zona de Rebaixamento. A cada vitória a esperança “verde” voltava a brotar. Mas a cada rodada que passava,  o rebaixamento parecia inevitável. E a diretoria num surto de “precisamos mudar” para evitar o rebaixamento mandou embora Felipão e contrataram Gilson Kleina. O time ganhou  fôlego com a chegada do novo comandante, mas esse fôlego não durou mais que 3 rodadas, e disso para frente, todo palmeirense já conhece a história.

E as expectativas para 2013 misturam um otimismo exagerado, talvez, de uma boa participação do Penapolense na elite estadual, com um certo pessimismo da campanha palmeirense na Copa Libertadores da América. Não possuo nenhuma bola de cristal e nem sou bom em adivinhações, resta a esse jornalista esperar o próximo ano e ver se suas previsões – que guardo para mim – estavam certas ou erradas.

Palmeiras e Penapolense retratam bem e são o melhor exemplo que eu poderia usar pra “ilustrar” meu 2012.

E fazendo um balanço – mesmo não gostando disso – o ano de 2012 foi sensacional, não falo apenas no sentido “torcedor”, falo também no sentido “humano” e “profissional”. Novas oportunidades apareceram, pessoas que entraram na minha vida, novos amigos de “longe” mas que estão perto, velhos amigos de longe que se fizeram cada vez mais presentes também.

A realização de cursar a tão “sonhada” pós de Jornalismo Esportivo, que demorou 2 anos para se concretizar, acho que o balanço deste ano foi pra lá de positivo, apesar dos pesares – que quem me conhece sabe que não foram poucos.

E que o próximo ano seja ainda melhor, não apenas para o Penapolense ou para o Palmeiras, mas para todos que fizeram parte deste ano e que espero, façam parte do meu 2013. A essas pessoas tenho apenas que dizer: “MUITO OBRIGADO”,  por fazer deste jornalista esportivo um cara mais feliz.