Penapolense empata com Sertãozinho e se distancia do G4

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Penapolense ficou no empate com o Sertãozinho e tem chances remotas de ir à semifinal (Foto: Silas Reche/ C.A. Penapolense)

Nesta quarta-feira (12), Penapolense e Sertãozinho jogaram pela 17ª rodada da Série A2 em busca de uma vaga no G4. E o resultado foi péssimo para as duas equipes. O empate em 1 a 1 fez com que as duas equipes chegassem aos 24 pontos, 4 a menos que o Batatais que está na 4ª posição.

O time de Penápolis está a quatro jogos sem vencer e continua na parte intermediária na tabela, atualmente está na 8ª posição. Já o Sertãozinho também chegou aos 24 pontos e é o 7º colocado, por ter uma vitória a mais. Os dois times também estão 4 pontos acima do Z6, o primeiro da zona de degola é o Barretos, com 20 pontos, na 15ª posição.

Pressão e vantagem no intervalo

Vindo de 3 jogos sem vitória, o Penapolense começou no ataque e viu Fio escapar pela esquerda e cruzar para bota defesa do goleiro Márcio. Com os minutos passando, o Sertãozinho começou a equilibrar a partida, mas ainda via o CAP ter as melhores chances.

Primeira grande chance foi com André Cunha que foi travado na hora de finalizar. Depois Leandro Love arriscou de fora da área e viu o goleiro visitante fazer ótima defesa.

Aos 29, Altino bateu a falta e Márcio mais uma vez defendeu e botou para escanteio. Na cobrança, Altino encontrou Joílson, dentro da área, que só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes.

Em vantagem, o time da casa desacelerou o jogo, mas não sofreu pressão do time do Sertãozinho até o apito do intervalo, garantindo a vitória na primeira etapa.

Barboza empata e acaba com “sonho”

O segundo tempo começou diferente, o Sertãozinho foi para o ataque e conseguiu o empate logo aos 9 minutos, com Barboza, depois de falha da defesa capeana.

Diferente do primeiro tempo, o jogo estava muito mais equilibrado e o Penapolense demorou para se encontrar depois de sofrer o empate.

O CAP ainda teve chance de ficar na frente, Leandro Love tocou para André Cunha, que bateu rente a trave. O Sertãozinho chegou de novo com Luciano Sorriso, em ótima cobrança de falta, mas Samuel Pires fez boa defesa.

No final da partida, o Sertãozinho se mostrava melhor e mais perto de chegar ao gol, a torcida capeana não perdoou e começou a vaiar os jogadores.

Próximos jogos

Os dois times voltam a campo no próximo domingo, às 10 horas, pela penúltima rodada da Série A2. O Penapolense recebe o Bragantino, no Tenentão. Já o Sertãozinho recebe o Mogi Mirim, em casa.

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[Crônica] Um Paulistão e um Penapolense

Depois de um 2013 que ficou para a história de todo torcedor Penapolense, o 2014 começou pouco animador. Primeiro, os reforços não eram os esperados e o treinador não era unanimidade. Pelo contrário, já tinha feito uma campanha fraca na Série D em 2013 e não conseguia fazer o time jogar em 2014. Graças à pressão da torcida e ao futebol apresentado na pré-temporada, o antigo treinador deu lugar a Narciso, que, sem dirigir nenhuma equipe principal em São Paulo, acabou aceitando a oportunidade de tentar fazer história com a equipe de Penápolis.

O começo do Paulistão estava longe de empolgar. No domingo da estreia, o plano era almoçar na Vila Madalena com o Campos e ir para casa acompanhar o jogo. No fim das contas, o plano mudou: ficamos no Quitandinha aporrinhando o garçom para ele colocar no jogo e, quando ele resolveu colocar, já estava 1 a 0 para o Oeste. O placar se manteve o mesmo até o apito final. Mas a parte mais engraçada do domingo foi o CAP cruzando as barreiras do Brasil; acabei fazendo com que dois portugueses e um russo torcessem pelo time de Penápolis. Todos bêbados, diga-se de passagem.

Depois da derrota na estreia, o time tinha a primeira partida em casa diante do Bragantino; no mesmo dia também tinha outra decisão: era dia de banca de TCC da pós. Diferente do resultado da banca e da aprovação, o Penapolense novamente foi mal e acabou perdendo por 2 a 0. Entre uma apresentação e outra, uma nota e outra, sempre uma olhada no celular para conferir o tempo e o placar. E os dois saíram no final do jogo, aumentando a raiva e misturando os sentimentos.

Pela terceira rodada, o time foi até Rio Claro enfrentar o time da casa. Antes da partida, foi hora de ir até Guarulhos levar o Campos para a tão sonhada viagem dele pra Europa e na volta a preocupação era uma só: “será que chego antes do jogo começar?”, “o GPS diz que chego até as 16h00”. E como sempre, cheguei em cima da hora; só tive tempo suficiente para entrar no elevador, chegar em casa e ligar a TV. Nessa hora, Liel fazia o primeiro gol do CAP no Paulistão. Talvez o pé frio daquele Boteco 122 fosse o Campos. Pensei exatamente isso enquanto mandava whatsapp informando o placar final da partida quando ele já estava embarcando.

Um tempo depois foi o dia de ver meus dois times (Penapolense e Palmeiras) se enfrentando novamente. Dessa vez, não era o Campos que estava no Pacaembu comigo (ele foi na vitória do CAP por 3 a 2). Carina e Malu me fizeram companhia desta vez e viram o time ser derrotado por 1 a 0, com 10 jogadores durante boa parte do jogo. Confesso que esperava um pouco mais, acho que pela última partida entre os dois. O jogo também teve um sabor especial, eu sabia que era minha despedida do Penapolense “in loco” no ano e também dos jogos no Pacaembu por algum tempo. Era um até logo com cara de adeus.

Antes da mudança para Salvador, com o apartamento já vazio, sem geladeira, televisão ou qualquer outra coisa além de um notebook e dois colchões, acompanhei a vitória diante do Mogi Mirim no meu último dia oficial em São Paulo, com direito à minha mãe comemorando os gols e o final do jogo visto no Veloso pelo celular.

Já de casa nova e me adaptando ao estilo soteropolitano, foi a vez de torcer para que a NET instalasse a TV a cabo a tempo para acompanhar o jogo contra o São Bernardo. Inauguração do apê novo! E Eric, mostrando que não é vascaíno por acaso, mostrou todo seu pé frio e quando estava na porta, indo embora, viu Douglas Tanque fazer o gol da vitória; deu pra perceber que os ares baianos dariam sorte ao meu CAP.

Na partida contra o Santos, não esperava muita coisa: o time tinha altos e baixos e não empolgava. Com Manu e Gi em casa, vi o CAP fazer 2 a 1 e, com o coração na boca, fui para o ensaio da Timbalada. Me restou apenas acompanhar o resto do jogo pelo celular. A cada gol, uma comemoração no meio do show. As pessoas que estavam perto provavelmente não entenderam nada, mas o fato é que o time estava embalando e provavelmente pegaria de novo o São Paulo nas quartas de final do Paulistão.

No confronto contra o Corinthians, na penúltima rodada, foi a vez de sacanear Cris e Edimário e tirar onda com os torcedores do Timão, que acabou fora do Paulistão em pleno Tenentão com direito a gritos de “eliminado” no final do jogo. Algo surreal de se imaginar até pouco tempo atrás, mas que aumentou consideravelmente a vontade de pegar um avião direto para o estádio.

Depois da derrota injusta em 2013, novamente Penapolense e São Paulo se enfrentaram nas quartas-de-final. Dessa vez, a decisão foi nos pênaltis e brilhou a estrela do goleiro Samuel – que de 3° goleiro no começo da temporada, passou a titular absoluto. Nesse jogo, um filme passou pela minha cabeça: lembrei dos avós que perdi ano passado e que eram torcedores doentes do CAP, mas que tinham um carinho grande pelo São Paulo. Nas disputas dos pênaltis, apelei para escapulário e fitinha do Senhor do Bonfim. E deu resultado: Penapolense classificado pela primeira vez para a semifinal do Paulistão; talvez o meu momento mais feliz, futebolisticamente falando. Como disse Eric: foi o dia do “carnaval de um homem só em Salvador.”

E como sonhar nunca custou nada, a semifinal diante do Santos era histórica por si só, mas ganhou contornos mais surreais depois do apito do intervalo. Primeiro o gol de Cicero no chute que desviou e acabou matando o goleiro Samuel. Depois, a virada do CAP: primeiro com Guaru de pênalti e depois com Douglas Tanque, deixando 60 mil pessoas de uma cidade “escondida” felizes por pelo menos 45 minutos. A virada do Santos acabou acontecendo e o sonho de disputar uma final do Paulistão foi adiado, não sei por quanto tempo, mas a cada partida, o amor pelo clube aumenta e a vontade de ver a cidade cada vez mais orgulhosa pelo seu time também.

E, para coroar o primeiro semestre, com a vitória do Ituano, o título de Campeão do Interior foi mais do que merecido; não pelos altos e baixos da primeira fase, mas pela superação e futebol apresentados no mata-mata.

Valeu CAP, que venha a Série D!